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segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

O Novo Testamento não cita os Deuterocanônicos?


Objeção protestante
O uso extensivo de citações do Antigo Testamento pelos escritores do Novo Testamento revela a extensão do cânon para a Igreja primitiva. Claramente, todos os livros do Antigo Testamento são citados, muitas vezes com a denominação formal: ‘Assim diz o Senhor’ e ‘Está escrito’. No entanto os livros deuterocanônicos nunca são citados no Novo Testamento, muito menos com qualquer fórmula solene.
Resposta: Esta objeção exagera demais sobre o uso de citações no Novo Testamento. Por esta razão, a maioria dos apologistas protestantes sérios, hoje, preferem usar essa objeção com mais cuidado.
Não é verdade que todos os livros do Antigo Testamento que os protestante consideram como canônicos são citados no Novo Testamento. Na verdade, existem vários livros que não tem nenhuma citação. Por exemplo, o Novo Testamento não cita os livros de Juízes, Rute, Esdras, Neemias, Abdias, Naum, Ester, Cântico dos Cânticos, ou Eclesiastes.[1] A ausência de Ester, Cântico dos Cânticos e Eclesiastes, é de interesse particular desde que os rabinos judeus, bem nos dois primeiros séculos cristãos, ainda debatiiam sobre seus status de inspiração. Por este motivo, os estudiosos às vezes se referem a eles como livros “marginais”, uma vez que parecem ser os últimos livros a fazerem parte definitivamente no cânon rabínico. A este respeito, H.E. Ryle destaca-se:
Os três livros ‘disputados’, Ester, Cântico dos Cânticos, e Eclesiastes, não recebem nenhum apoio do Novo Testamento, seja por citação, ou por alusão, para terem o seu lugar entre as Escrituras canônicas. Por outro lado, seria temerário inferir que seus conteúdos não sendo mencionados ou referidos, que os escritores do Novo Testamento não os consideram como canônicos.”[2]
De acordo com Ryle, a falta de uma citação (ou mesmo uma alusão) para um livro do Velho Testamento não exclui de fato a possibilidade de sua inclusão no cânon. Caso contrário, os livros de Ester, Cântico dos Cânticos e Eclesiastes seriam rejeitados também. Uma vez que o Novo Testamento não replica o cânon protestante do Antigo Testamento, este argumento se torna nulo.
O fato da questão é que a falta de citações não fornece evidência de que o Novo Testamento rejeitou o status canônico de um determinado livro, assim como apenas uma citação não afirma canonicidade de um livro.[3] Na melhor das hipóteses, o uso de citações (ou a falta de citações) argumenta apenas em cima de probabilidade e como FF Bruce observa: “Argumentos de probabilidade são ponderados diferentemente por juízes diferentes”.[4] Nada definitivo pode ser concluído a partir da ausência de uma citação, uma vez que é impossível determinar se ele foi deliberadamente omitido ou que o escritor simplesmente não encontrou uma ocasião para incluí-lo em seu livro. No entanto temos diversas passagens em que os deuterocanônicos são citados pelos autores do Novo Testamento, a baixo temos as mais claras referências:
Tobias
Atos 2, 1, I Cor 16, 8 → Tobias 2, 1;
Apocalipse 8, 2-5 → Tb 12,12-15;
Tobias 13, 16-18 → Apocalipse 21, 18-21
Judite
I Coríntios 2, 9-11 → Judite 8, 14;
I Cor 10, 10-12 → Judite 8, 23-26;
I Macabeus
João 10, 22-23 → I Macabeus 4, 59;
Apocalipse 6, 10 → I Macabeus 6, 22;
Gálatas 1, 4, I Timóteo 2, 6, Tito 2, 14 → Macabeus 6, 44;
II Macabeus
Hebreus 11, 35 → II Macabeus 7, 13-14;
Atos 2, 1, I Cor 16, 8 → Macabeus 12, 31;
Baruc
Baruc 3, 28-30 Romanos 10, 5-6
Baruc 4, 37 Mateus 8, 11
Sabedoria
Sabedoria 9, 9 → João 1, 1-3
Sabedoria 7, 21 → João 1, 3
Sabedoria 6, 18 → João 14, 15
Sabedoria 7, 26; 18, 3-4 → João 8, 12; 1, 9).
Sabedoria 7, 30 → João 1, 5
Sabedoria 9, 9 → I Coríntios 2, 7
Sabedoria 6, 11 → I Coríntios 2, 9
Sabedoria 3, 6 → I Coríntios 3, 12-15
Sabedoria 7, 26 → Hebreus 1, 3
Sabedoria 2,13-20 → Lucas 23,35.37.39; Marcos 14,61.65; Marcos 15,15.19-20; Marcos 15,30-31
Sabedoria 4, 19 → Atos 1, 18
Eclesiástico
Eclesiástico 1, 1-4 → João 1, 1-2
Eclesiástico 24, 6-7 → Mateus 8, 20; Lucas 9, 58
Eclesiástico 15, 7-9 → João 1, 11
Eclesiástico 15, 3; 24, 21 e 29, 21 → João 6, 35
Eclesiástico 6, 26 → João 14, 6
Eclesiástico 6, 27-29; Eclesiástico 51, 34 → Mateus 11, 29-30
Eclesiástico 11, 18-20 → Lucas 12, 16-21
Eclesiástico 24, 44-45 → I Pedro 3, 18-20; I Pedro 4, 6
Eclesiástico 1, 5 → João 1, 1; Apocalipse 19, 13
Eclesiástico 28, 25-26 → Tiago 3, 5-6
© 2012 por Rafael Rodrigues e Gary Michuta. Todos os direitos reservados. Este material possui direitos autorais. Nenhuma cópia, distribuição ou reprodução (eletrônico ou não) é permitida sem a autorização expressa do proprietário dos direitos autorais.


[1] Alguns podem argumentar que os Doze Profetas Menores sempre foram considerados como um bloco de escritos, portanto, os status inspiração de Obadias e Naum são assegurados por outras citações dos Profetas Menores. A edição vigésima sexta da Nestle-Aland grego do Novo Testamento (Eberhard Nestle et al, eds, novembro Testamentum Graece, 26 ed (Stuttgard:... Deutsche Bibelstiftung, 1979), 739-75) omite as citações dos livros citados de Juízes, Cântico dos Cânticos, Rute, Lamentações e Ester. Grego das Sociedades Bíblicas Unidas “Novo Testamento (Kurt Aland, et al, eds, do Novo Testamento grego, 3 ª ed (Nova Iorque, Londres, Edimburgo, Amsterdã e Stuttgard:.... Sociedades Bíblicas Unidas, 1975), 897 -900) também incluiu os livros de Josué, o Eclesiastes, Esdras, Neemias e os livros das Crônicas.
[2] Herbert Edward Ryle, O Cânon do Antigo Testamento: Um Ensaio sobre o crescimento gradual e a Formação do Cânon hebraico das Escrituras, (London: Macmillan and Co. Limited, 1904), 162 (grifo meu)
[3] Ver, McDonald, 98-99
[4] FF Bruce, o cânon das Escrituras (Downers Grove, Illinois: Intervarsity Press, 1988), 41

FONTE ELETRÔNICA;
http://www.apologistascatolicos.com.br/index.php/apologetica/deuterocanonicos/554-o-novo-testamento-nao-cita-os-deuterocanonicos
 

Os Manuscritos do Mar Morto revelam que nenhum dos deuterocanônicos foi aceito como escritura?

Objeção
Não há nenhuma evidência de que os judeus em Qumran aceitaram qualquer um dos livros deuterocanônicos como Escritura.
Resposta: As descobertas de Qumran produziram poucas evidências sólidas sobre como esta seita via o cânon bíblico. Muitos escritos e fragmentos de escritos foram descobertos. Por exemplo, partes de todos os protocanônicos foram achados com exceção do livro de Ester. Fragmentos de Tobias e Eclesiástico também foram encontrados. Por fim, houve também fragmentos de escritos apócrifos, como o testemunho dos Doze Patriarcas e uma série de escritos até então desconhecidos. A simples presença de um livro em Qumran não significa necessariamente que eles eram considerados Escritura.
Em termos de como a seita usou esses livros, parece que alguns documentos da seita podem ter sido usados de uma maneira bíblica enquanto alguns dos protocanônicos nunca são citados ou mesmo aludidos como Escritura.[1] A ausência de alguns dos deuterocanônicos (por exemplo, Judite, Baruc, Sabedoria, 1 e 2 Macabeus) revela pouco pois o Livro de Ester está ausente também. Qumran certamente não era um representante Judaísmo do primeiro século como um todo. A seleção dos livros descobertos pode simplesmente refletir as crenças partidárias do grupo.[2] Não há nenhuma evidência de um cânon fechado ou fixo em Qumran, na verdade, um cânon fechado e fixado é de certa forma inconsistente com o que se sabe sobre os escritos sagrados dos sectários de Qumran.[3]

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[1] Ver Swanson, 185-197 - e.g. Rute, Cântico dos Cânticos e, possivelmente, Crônicas e Esdras-Neemias.
[2] Ver Swanson, 199.

Deus inspirou as Escrituras somente em Hebraico?



Objeção
Deus fala ao seu povo somente na língua sagrada dos judeus a saber o hebraico. Por isso, os livros disputados não podem ser Escrituras inspiradas, porque eles foram escritos em grego.”
Resposta: Esta objeção sofre de sérias imprecisões. A primeira imprecisão é a suposição protestante e judaica que o Antigo Testamento foi todo escrito em hebraico. Isto não é completamente verdade. Existem várias seções entre os livros protocanônicos das Escrituras que contêm partes do aramaico, como Gênesis 31, 47; Daniel 2, 4-7, 28; Esdras 4, 8-6, 18; 7, 12-26. Jeremias 10, 11 e o livro de Eclesiastes que contêm várias expressões idiomáticas indígenas ao aramaico, e não hebraico. Portanto, Deus pode inspirar textos que não são originalmente escritos em hebraico. Caso contrário, essas passagens dos livros protocanônicos não seriam inspiradas!
Além disso, nem todos os deuterocanônicos foram escritos em grego. Os estudiosos bíblicos modernos têm demonstrado que todos os deuterocanônicos (com exceção do Livro da Sabedoria e II Macabeus) foram escritos originalmente em hebraico. A descoberta de fragmentos de uma versão em hebraico dos livros de Siraque (Eclesiástico) e Tobias entre os Manuscritos do Mar Morto do Qumran apóiam essa conclusão. Isso significa que, mesmo que se pudesse demonstrar que todos os textos inspirados deveriam ser escritos em hebraico, apenas dois dos sete livros deuterocanônicos não seriam inspirados.
O formulador desta tese também tem que explicar como é que pode o Novo Testamento escrito em grego ser inspirado. Se Deus só pode inspirar textos em língua hebraica, como é que o nosso Novo Testamento grego é inspirado já que foi composto em grego koiné? Se o Espírito Santo inspira a escrita dos livros do Novo Testamento em grego, ele poderia fazer o mesmo antes da vinda de Cristo.
Além disso, nada na Escritura nos diz que a inspiração é limitada apenas ao hebraico. Pelo contrário, há várias passagens que sugerem que Deus é bastante confortável em revelar a Si mesmo em outras línguas. Esta objeção também não é histórica. Os primeiros cristãos não acreditam que a inspiração estava restrita a uma única língua. Na verdade, vários Padres da Igreja acreditavam que o grego Septuaginta (LXX) foi inspirado por Deus. Certamente, essa crença não poderia ser aceita se era amplamente conhecido que Deus só poderia inspirar textos em hebraico.
Essa objeção pode ter sido fornecida apologistas judeus como um meio de rejeição ao Novo Testamento, mas ela nunca teve lugar na apologética cristã. Não só é mal fundada, mas também põe em risco o estado de inspiração de todo o Novo Testamento e algumas seções incontestáveis ​​do Antigo Testamento também.
© 2004 por Gary Michuta. Todos os direitos reservados. Este material possui direitos autorais. Nenhuma cópia, distribuição ou reprodução (eletrônico ou não) é permitida sem a autorização expressa do proprietário dos direitos autorais.
 
FONTE ELETRÔNICA;
 

Filon de Alexandria rejeitou os deuterocanônicos?

Objeção protestante
“Fílon, judeu de Alexandria, faz uso extensivo da tradução grega do Antigo Testamento chamada Septuaginta e seria de esperar que os deuterocanônicos, se eles estivessem incluídos na tradução, seriam usados por ele também. Apesar do fato de que os escritos de Fílon conterem várias citações e alusões da Sagrada Escritura, Ele nunca cita os deuterocanônicos. Claramente, este silêncio indica que ele não considerou os deuterocanônicos como inspirados apesar de serem parte da Septuaginta. Se este teólogo judeu de Alexandria não reconheceu os deuterocanônicos, certamente os judeus na Palestina não reconheceriam também.”
Resposta: Aqui, mais uma vez, temos um argumento de silêncio. Já que os livros deuterocanônicos não foram citados por Filon, é fundamentado que eles devem ter sido rejeitados.
Não poderia ser a simples razão que Filon nunca tivesse encontrado uma oportunidade para usá-los? O acusador tenta fazer uma sugestão indutiva observando que Filon fez uso extensivo do Antigo Testamento o que implicaria que a sua omissão aos deuterocanônicos tenha sido de propósito. Embora seja verdade que as obras de Filon contêm um grande número de citações do Antigo Testamento, o número de livros que ele cita é relativamente pequeno. Na verdade, Filon também não faz uma única citação dos livros de Ezequiel, Rute, Lamentações, Eclesiastes, Cântico dos Cânticos, Daniel, Ester e talvez também Crônicas. Então seguindo a lógica protestante, Filon teria também rejeitados todos estes livros por não mencioná-los. No entanto, Filon estava familiarizado com esses textos, uma vez que (como os livros disputados) estavam incluídos na Septuaginta.
É verdade que o trabalho de Filon contém um grande número de citações, cerca de 2.050 citações do Antigo Testamento. No entanto, um estudo mais profundo a respeito de onde vinham as suas citações é bastante esclarecedor. De 2050 citações do Antigo Testamento, a Torá (os cinco primeiros livros da Bíblia) é citada 2000 vezes, (ou seja Filon faz uso de Gênesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio 2000 vezes) deixando apenas cerca de 50 citações para o resto das Escrituras!
Para Filon, a Torá era a soma e ápice da revelação de Deus, e todos os outros livros sagrados eram apenas comentários. Dada esta dependência da Torá, seria perfeitamente razoável esperar que tanto os outros livros quando os deuterocanônicos não eram susceptíveis de serem utilizados por ele, já que ele acreditava que tudo estava na Torá. Portanto, o argumento baseado no silêncio de Filon não prova nada.
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FONTE ELETRÔNICA;
 

A “GRANDE SINAGOGA DE ESDRAS”


BARAITHA BABA BATHRA 14A - 15A”


A “Grande Sinagoga de Esdras” é uma teoria extraída de um texto encontrado no Talmude babilônico chamado Baraitha Baba Bathra. A datação deste texto é incerta, mas provavelmente foi escrito em algum momento do século II d.C[1]. A nomeação Baraitha é, “um termo aramaico, que significa literalmente, ‘externo’, ‘fora’, que denota as tradições do Tannaim, ou seja, as autoridades sobre Lei Oral do tempo das escolas de Hillel e de Shammai até o de Judá ha-Nasi (cerca de 50 a.C - 200 d.C) não incluídos no Mishna de Judá ha-Nasi, mas reunidos em uma coletânea separada”. Em outras palavras, é a gravação de uma tradição oral judaica que não é encontrado no Mishá judáico. Baba Bathra relata:
Quem escreveu os Livros Sagrados? Moisés escreveu seu livro, a seção sobre Bileam e Jó. Jehoshua escreveu seu livro e oito versículos da lei. Samuel escreveu seu livro, o livro de Juízes e Rute. David escreveu o livro dos Salmos, por meio de dez Anciãos, Adão, o primeiro, Melquisedeque, Abraão, Moisés, Hemã, Iduthun, Asafe e os três filhos de Coré. Jeremias escreveu seus livros, o Livro dos Reis e das Lamentações. Ezequias e seus colegas escreveram Isaías, Provérbios, Cântico dos Cânticos, e Eclesiastes. Os homens da Grande Sinagoga escreveram Ezequiel, os Doze Profetas, Daniel, e o volume de Ester. Esdras escreveu seu livro, e continuou as genealogias das Crônicas até seu tempo.” (Baraitha Baba Bathra 14a - 15a)[2]
Objeção
“Esdras e os “homens da Grande Sinagoga” promulgaram um cânone oficial do Antigo Testamento, que é idêntico ao cânon menor protestante. Portanto, os protestantes têm uma autoridade divina designada que decretou quais os livros estão no cânon do Antigo Testamento.”
Resposta: A teoria de que os “homens da Grande Sinagoga” definiram o cânon das Escrituras originou-se com um escritor judeu chamado Elias Levita, em seu livro em 1538, Levita argumentou que Esdras e a Sinagoga produziram um texto corrigido consonontalmente as Escrituras Hebraicas e fixando o cânone. A Teoria de Levita se tornou bastante popular no século XVI, especialmente entre os protestantes “reformados”. Esta teoria caiu como uma luva para os protestantes que desejavam ancorar o seu cânone arbitrário em uma autoridade “divina”. Então Os “Homens da Grande Sinagoga” serviram perfeitamente.
Atualmente, esta teoria não é mais sustentada por ninguém. As atividades registradas no Baba Bathra são encontradas somente nele e desprovida de qualquer outra testemunha que corrobore. Se os Homens da Grande Sinagoga fecharam e fixaram do cânon hebraico, é estranho que os autores do Livro de Esdras, Neemias e Macabeus não fazem nenhuma menção a isto. No entanto, estes livros registram várias coisas sobre Esdras que são bem menos importantes do que a definição do cânon bíblico do Antigo Testamento, e se calaram para esta tão importante declaração do Baba Bathra. Também as obras de Filo de Alexandria, Josefo e o Novo Testamento não registraram absolutamente nada. Nenhum rabino apelou ou usou este argumento durante os debates sobre a canonicidade dos livros durante os primeiros séculos de cristianismo. McDonald acredita que esse silêncio indica que os rabinos originalmente não aceitaram essa história dando-lhe o status de ser “de fora” da Mishá
No entanto, Baba Bathra é uma das primeiras listas do cânon do Antigo Testamento existente, e, embora seja essencialmente idêntico ao texto hebraico (MT - Texto Massorético), é diferente na ordenação dos livros e como ela os divide em seções. Ao que tudo indica a Grande Sinagoga era " apenas uma invenção dos escribas, que estavam ansiosos para ligar as instituições e práticas do judaísmo com a legislação de Moisés e com a tradição profética.." Em outras palavras, a Grande Sinagoga foi apenas uma tentativa de volta o judaísmo rabínico do tempo de Esdras. Ao fazer isso, os rabinos esperavam para dar a sua própria instituição, uma espécie de legitimidade profética. Hoje, os estudiosos (católicos, protestantes e judeus) rejeitam essa teoria.
© 2004 por Gary Michuta. Todos os direitos reservados. Este material possui direitos autorais. Nenhuma cópia, distribuição ou reprodução (eletrônico ou não) é permitida sem a autorização expressa do proprietário dos direitos autorais.


[1] Strack coloca a conclusão do Talmude Babilônico durante o final do século V a meados do século VI (Hermann L. Strack, Introdução ao Talmud e Midrash, 5 ª ed, (Filadélfia:. Sociedade de Publicação Judaica da América, 1931), 71) . Arthur Jeffrey acredita que a tradição contida no Baba Baraitha Bathra pode ter se originado antes de 180 dC (Arthur Jeffrey, "O Canon do Antigo Testamento", na Bíblia do intérprete, editado George A. Buttrick (Nova Iorque, Nashville: Abingdon-Cokesbury Press, 1962), 1,42). Beckwith defende pré-70 dC, (Beckwith, 153); Childs coloca até 200 d.C (Teologia Bíblica, 58), Cornélio Hagerty coloca entre 136-217 AD (a autenticidade das Escrituras Sagradas, (Houston, Texas: Lumen Christi Press, 1969), 112, Steinmueller argumenta que ela foi escrita depois do segundo século, mas que reflete uma tradição anterior (Companion para Estudos das Escrituras, 1,58-59). Cox, 24

O segredo para um ano mais feliz

O mês de janeiro, que começa com a festa de “Maria, a Mãe de Deus”, termina com a fes­ta de São João Bosco. Ele, o santo da juventude, realizou obras mara­vilhosas, especialmente no campo da educação da juventude. Dom Bosco afirmou repe­tidamente: “Foi Ela quem tudo fez!”

Dom Bosco, ao contrário do que muitos pensam, era um homem de um temperamento classificado como “colérico”. Um grande empreende­dor, mas uma pessoa irascível desde os seus tempos de menino. Um homem de temperamento muito forte.
"O Senhor nos quer homens e mulheres mansos e humildes de coração", ensina monsenhor Jonas


Como nós conhecemos um Dom Bosco que primava por uma bondade extrema? Que mantinha um relacionamento com todos, espe­cialmente com os jovens; e era cheio de amor, ternura, mansidão, pa­ciência, amabilidade, carinho? Uma pessoa de perfeito autocontrole?

Todas essas qualidades unidas e somadas resultam na palavra italiana “amorevolezza”. Uma linda palavra, mas intraduzível em português. Qual seria, então, o segredo de Dom Bosco?

O segredo é este: consciente do seu temperamento forte, colérico, irascí­vel, determinou-se a “domar” o seu temperamento com o auxílio da graça de Deus, mas também com toda a luta pessoal de um esforço contínuo. Para isso ele escolheu como pro­tetor e modelo São Francisco de Sa­les, o qual, providencialmente, celebra­mos no dia 29 de janeiro.

Francisco de Sales, nobre, inte­ligente, de uma família rica, muito bem sucedido em seus estudos e em todos os seus empreendimentos, era um homem orgulhoso, altivo, vaido­so, autossuficiente e, acima de tudo, portador de um temperamento “colé­rico”. Verdadeiramente uma pessoa irascível e de difícil trato.

Imagine só! Uma pessoa assim, tornou-se o homem verdadeiramente manso e humilde de coração. O santo da bondade e da ternura. Dom Bosco espelhou-se nele, assumiu o seu segredo e trilhou os seus caminhos.

Com muita humildade, mas com toda a veracidade, eu posso dizer: a Canção Nova tem feito de tudo para viver o espírito de Dom Bosco e se­gui-lo na sua luta e esforço contínuo.

Queremos ser como Francisco de Sales! Queremos nos tornar um ou­tro Dom Bosco!

Foi por isso que assumimos a sua pedagogia: o “Sistema Preventivo de Dom Bosco”.

A Canção Nova assumiu o Sis­tema Preventivo de Dom Bosco e o aplica não só na educação dos nossos alunos, no Instituto Canção Nova, mas também no tratamento de todo esse povo que Deus nos confiou. Este é o segredo da eficácia e do crescimento que o Senhor nos tem concedido.

Esta é uma excelente maneira de desejar a você um Feliz Ano Novo! Viva conosco o desafio de assumir o segredo de Dom Bosco, que é o segredo de São Francisco de Sales. O Senhor quer que nós também sejamos homens e mulheres mansos e humildes de coração, seja qual for o nosso temperamento.

Vamos juntos aplicar, na nossa vida e no nosso relacionamento, com as pessoas que nos cercam, o Sistema Preventivo de Dom Bosco.

Feliz 2013!
Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

O Natal é uma festa cristã ou pagã?

Com a proliferação de seitas que se proclamam “cristãs” e se colocam como as únicas intérpretes autorizadas da Bíblia, as tradições mais sagradas do verdadeiro cristianismo são contestadas, e a desinformação levanta dúvidas. Você já ouviu dizer, por exemplo que “o Natal é uma festa pagã”?

Ultimamente, sempre que chega o final do ano, somos afrontados com afirmativas de algumas pessoas de certas comunidades que atacam a celebração e a festa do Natal, classificando-a como “pagã”, “idólatra”, “mundana”, etc...

Se você tem dúvidas, ou acha que aprender nunca é demais, este artigo foi escrito para você. A única coisa de que precisamos, para esclarecer definitivamente a questão, é do desejo sincero de conhecer a verdade. Se você quer conhecer os fatos antes de formar a sua opinião, isso é suficiente. Ultimamente, os católicos são acusados dos maiores absurdos sem que nos concedam, ao menos, direito de defesa.

Certas teses paranoicas que circulam por aí já estão bem manjadas. Os códigos de barra usados no comércio, por exemplo, contém o número da Besta... Então, o leitinho de todo dia, comprado no armazém da esquina, seria parte dessa mega-conspiração maléfica contra os cristãos. Curioso é que os exemplares da Bíblia Sagrada, na maioria das lojas, são vendidos também pelo sistema de código de barras...

Outros gritam aos quatro ventos que o Anticristo ou a Besta, citados no Apocalipse, seriam o Papa! Estranho, já houveram 266 Papas até hoje: qual deles seria o Anticristo ou a Besta? Todos? Mas a Bíblia não fala em 266 anticristos ou 266 bestas...

Existem até alguns que ensinam que o nome “Jesus” esconderia uma invocação secreta a Zeus! Para eles, somente o nome do Senhor em hebraico (Yehshua) seria realmente cristão; todos os que invocam o nome “Jesus” estariam invocando um deus pagão(!)...

Haja paciência... Poderíamos citar muitos outros exemplos de bobagens desse tipo, tão malucas ou até piores do que estas, que são ensinadas todos os dias em comunidades que se intitulam “igrejas”. Mas paramos por aqui: se fôssemos tentar enumerar todas, teríamos que escrever um livro.

Se fossem verdadeiras todas essas teorias terríveis, ninguém poderia se considerar cristão. Estaríamos todos perdidos, praticando atos abomináveis diante de Deus. Afinal, quem nunca comprou um produto com código de barras na vida? Bem, mas segundo esses mesmos pseudo-cristãos, estariam todos sendo enganados pela Igreja Católica. Claro, no fim, a culpa é sempre da Igreja Católica...

Voltando ao tema do Natal, o primeiro equívoco é afirmar que os primeiros cristãos não comemoravam o Natal e que essa tradição teria começado com o imperador Constantino. Errado. Muitíssimo errado. É um fato histórico, como veremos, que os cristãos já comemoravam o nascimento do Senhor pelo menos desde o segundo século. E afinal, não foi Deus quem determinou que celebrássemos o nascimento do seu Filho? Duas passagens bíblicas muito significativas o revelam. A primeira está no segundo capítulo de Lucas (versículos 10 a 12). Os anjos, logo após o nascimento do Menino Deus, clamam aos pastores:

“Não temais, eis que vos anunciamos uma Boa Nova, que será de alegria para todo o povo: hoje vos nasceu, na Cidade de Davi, o Salvador, que é o Cristo e Senhor!”

E então? Celebrar o Natal é pecado? Dizer isto sim é que é um grande pecado, além de antibíblico! Claro que o nascimento de Jesus é motivo de alegria e festa pra toda a humanidade!

Os cristãos de todos os tempos devem celebrar essa maravilhosa notícia! Já no Antigo Testamento, Isaías (cap. 9) afirmou que deveríamos festejar o nascimento do Senhor, numa das mais belas passagens das Escrituras:

"O povo que andava nas trevas viu uma grande Luz. Sobre os que habitavam uma região tenebrosa resplandeceu a Luz.Suscitais um grande júbilo, provocais uma imensa alegria; rejubilam-se diante de vós como na alegria da colheita, exultem como na partilha... Porque um Menino nos nasceu, um Filho nos foi dado; (...) ele se chama Conselheiro Admirável, Deus Forte, Pai Eterno, Príncipe da Paz.”

Como vemos, os cristãos (povo sobre o qual brilhou a Luz de Deus) devem festejar o nascimento de Cristo! O Advento e o Evento do “Filho que nos foi dado” sem dúvida requerem uma grande celebração!

E, sim, há relatos de celebração do Natal desde o ano 200 da era cristã (séculos antes de Constantino). Clemente de Alexandria registrou: os teólogos do Egito não guardavam nenhum dia do ano a não ser o Natal do Senhor (conf. Stromata). Esses cristãos, que séculos antes de Constantino celebravam o Natal, bendizendo a Deus pelo nascimento do Messias, jamais poderiam prever, nem em seus piores pesadelos, que um dia falsos cristãos enxergariam, num ato de adoração a Deus Menino, um sinônimo de idolatria.

E quanto à data?

Segundo as teorias paranóicas, a Igreja escolheu o 25 de Dezembro porque era o dia em que os pagãos do Império Romano celebravam o Sol Invicto, com a nefasta intenção de introduzir elementos pagãos no cristianismo. É incrível que em pleno século 21 existam pessoas tão ingênuas a ponto de crer em coisas desse tipo! Será difícil entender que, se a Igreja fez os pagãos aceitarem a Cristo, então ela é que levou o cristianismo aos pagãos, e não o contrário?

Se a Igreja realmente adotou o 25 de Dezembro por ser a data em que os pagãos festejavam o deus Mitra, o “Sol Invicto”, isso de maneira nenhuma pode ser considerado como adoção de crenças pagãs pelos cristãos. Ao contrário, este é o melhor sentido da data de celebração do Natal, no mesmo dia da antiga festa pagã. Não é fraqueza da Igreja diante do paganismo: é uma solene declaração de vitória da fé cristã sobre o paganismo! Cristo triunfa: os falsos deuses são esquecidos, substituídos pela Luz da Verdade.

Antes, este era o dia do deus sol. Passou a ser o dia de Jesus Cristo, Sol que nasceu para todos os homens e mulheres de boa vontade. Por isso S. João Crisóstomo declarou, já no século IV: "Nosso Senhor nasceu no mês de dezembro. Eles (os pagãos) chamavam este dia de ‘Dia do Sol Invencível’. De fato, quem é mais invencível que Nosso Senhor? E, se disserem que este é o dia do nascimento do sol, É Ele, Jesus, o Sol da Justiça!”

Fontes e bibliografia:

SEMEDO, Alexandre . Apostolado Veritatis Splendor. Paranoia Protestante e a Origem do Natal: http://www.veritatis.com.br/article/3001. Acesso em 10/11/2010;

LENZENWEGER, Josef. História da Igreja Católica, São Paulo: Loyola, 2006.

Fonte: Voz da Igreja




domingo, 9 de dezembro de 2012

DEUS E SEUS PROFETAS

 



Cada religião tem seus profetas. E a maioria dos profetas não correu atrás de Deus nem da profecia. Deus se manifestou a cada um e a primeira reação de quase todos eles foi, ou de medo, ou de pavor ou de rebeldia.

Moisés cobriu o rosto porque temeu olhar para Deus. ( Ex 3,6) Jonas fugiu de Nínive para Tarsis ( Jonas 1,3) Não queria profetizar. Jeremias chegou a sofrer desmaios. Não tinha queda para o profetismo. (Jr 1,6) Maomé jogou-se no colo da mulher Cadija pedindo que cobrisse contra a presença divina. Paulo ficou cego.(At 9,8) Maria assustou-se.(Lc 1,30) Os discípulos se apavoraram ante o brilho de Jesus no Tabor (Mt 17,1-6). A revelação doeu em todos eles. Nenhum brincou de achar Deus. Deus os achou e segundo suas narrativas não estavam esperando sua visita.

Para os hebreus era “Ouve: shemah” . Para Moisés foi “Tire as sandálias” Para Pedro foi “Toma e come” Para Agostinho foi “Lê”, Para Maomé foi “Kuran: recita”. Atrás de “ouve, toma, come, lê, recita” estava a perplexidade. Tinham medo de ser profetas e depois que aceitaram tinha receio de não ser bons intérpretes. Uma das características da veracidade de um profeta é sua preocupação em não dar o recado errado. Diferente dos que inventavam visões e profecias ( Jr 14,14) e se passavam por profetas para ganhar status e projeção, eles, os verdadeiros profetas sofreram a vida inteira por serem profetas. Amós deixou claro não se profeta nem filho de profeta. Não era do ramo, mas fora chamado a falar e falaria. (Amós 7,14 )

Ao fiel que ouve alguém profetizar e declarar que Jesus está lhe falando, ou que um anjo lhe deu um recado cabe questionar. Cabe ao profeta ou vidente provar que não inventou o que diz que o céu lhe disse.

Sobre eles Jesus alerta: Pelos frutos os conhecereis.(Mt 7,6) Cuidado com os falsos profetas ( Mt 7,15; 24,11) Pedro alerta os fiéis do futuro contra falsos profetas e falsos doutores.( 2 Pd 2,1) Paulo escreve a Timóteo sobre os impostores que dirão ao povo o que o povo quer ouvir e passarão por homens de fé. (2 Tm 4,1-5) Jesus alerta contra os prodígios espetaculares que eles operarão. (Mc 13,22)

Conhecer a história dos profetas que não queria ser profetas e a dos que queriam e descobriram um jeito de ganhar os holofotes ajuda a discernir. Uma das grandes perplexidades dos crentes sinceros é não saber quem é e quem não é profeta. Espertos como são muitos conduzem um discurso que parece profecia. E sua postura é a de quem vive em direto contato com Deus. Jesus questiona exatamente isso nos fariseus das esquinas do seu tempo.

E, quando orares, não sejas como os hipócritas; pois se comprazem em orar em pé nas sinagogas, e às esquinas das ruas, para serem vistos pelos homens. Em verdade vos digo que já receberam o seu galardão. (Mt 6, 5)

Por ser difícil perceber na hora se alguém de fato é profeta ou não milhões vão atrás de promessas de milagres e profecias. Não admitem que tenham sido enganados, embora Jesus tenha avisado que falsos profetas falariam bonito, garantiriam falar com Ele e que saber levar aonde Ele estivesse. E avisou que fariam prodígios tão impressionantes que enganariam até os eleitos.

Quanto cristãos leram estas passagens? Quantos são capazes de discernir entre o profeta que vive o que prega e o que apenas prega bonito? E não somos esse tipo de profeta? Todo pregador deve se examinar e pedir perdão por seus deslizes e falhas do passado ou do presente. Mas quem deve se preocupar é o impostor contumaz que usa de engano após engano para seus fins pessoais e até enriquece com a pregação da fé. A eles Jesus avisa que receberão castigo mais duro por brincarem com a fé do povo. ( Mc 12,40).

Que não pediu para ser profeta tem mais chance de o ser do que aquele que procurou os holofotes e agora posa de profeta e taumaturgo que não é. A palavra de Deus não é nada branda com relação a estes pregadores.

Padre Zezinho.
 
FONTE ELETRÔNICA;
http://macabeuscomunidades.blogspot.com.br/2012/12/deus-e-seus-profetas.html

A SENSACIONALIZAÇÃO DA FÉ

A SENSACIONALIZAÇÃO DA FÉ





Numa era de sensações, na qual tudo tende para o fantástico e sensacional e na qual aquilo que não é sensacional deixa de ser notícia, as igrejas resolveram aderir… São milhares os pregadores de sensação que desemboca em fé sensacional.

A maioria está nos templos, mas há os que atuam diante de holofotes e câmeras. De fato, a fé não é coisa pouca, nem o céu coisa de somenos. Não deixa de ser sensacional pensar que, um dia, veremos Deus e que, já agora, ele faz milagres diante de nossos olhos, atende nossos pedidos e nos dá recados em cima da hora, pela boca de um novo profeta, apóstolo ou sacerdote seu.

Alguns até aceitam oferecer seu suor como sinal da presença de Deus naquele evento. Se Pedro podia, por que não um novo apóstolo? Que há de mal nisso? Será que Deus ficou preso lá atrás? Por que Deus não agiria pela sombra e pelo suor de algum novo apóstolo? È um dos argumentos…

Não é sensacional saber que Deus age lá no nosso templo e em plena televisão pelo seu novo apóstolo que opera curas inimagináveis? Não é maravilhoso constatar que a era dos milagres voltou? Não é sensacional que homens comuns expulsem o demônio da dengue, da diarréia e da unha encravada?

Duvide quem quiser e creia quem quiser, mas, se acontecer, quem duvida está por fora e, mesmo que não aconteça, quem duvida continua por fora, porque pelo menos aconteceu a grande motivação em alguma vida. Só a idéia de Deus já é suficiente para mudar uma vida. Então, porque por reparos a algo que só traz o bem? O reparo não está neste bem,mas no que vem com este bem. É o que na Igreja católica se chama de badulaques da fé.

Jóia é uma coisa e badulaque é algo parecido, mas apenas parece. Está em curso, há anos, uma nova sensacionalização da fé como aconteceu em séculos passados, levada adiante por pregadores que garantem graças, milagres e curas mediante determinadas preces, ofertas ou correntes de preces. O fiel não queira receber os benefícios, se não fizer a sua parte!

Aquele show tem um preço! Tríduos, novenas, trezenas, campanhas e correntes de prece podem ser coisa boa. Mas sensacionalizadas com garantia de resposta imediata de Deus tornam-se manipulação da fé. Dízimo se aceita, mas milagre não se condiciona ao dízimo.

Nem todos os pregadores vivem este lema. Pregações que recorrem a sinais, roupas diferentes e jeito diferente de falar podem até ser boas. Ao menos tiram o sono dos fiéis. Botas-espora, chapéus de cowboy, gravatas de rancheiro, Bíblia na mão esquerda e laços e chicotes na mão direita para expulsar o demônio, socos na mesa, lágrimas sentidas, gritos lancinantes do pregador para demonstrar autoridade, piadas engraçadíssimas, tudo isso pode até surtir efeito. E sempre há quem goste da encenação.

No tempo de Ezequiel e de Amós, e do profeta cristão Ágabo, que encenaram suas mensagens, houve quem gostasse… Mas toda sensacionalização tem seu risco. Dose excessiva de fármacos pode levar ao oposto da cura. Dose excessiva de teatralização da mensagem pode acabar em ridículo e em descrédito. Há um mínimo de decoro inerente à Palavra de Deus que o pregador não pode ignorar.

O perigo da sensacionalização, garantização, certeza de que acontecerão curas, milagres, intervenção de Deus, é o de levar a uma fé “toma lá dá cá”. É fé mais “pague e pegue” do que fé “pegue e pague”! O fiel acaba dando seu dízimo para o templo e para o pregador, mas não necessariamente para Deus que certamente aceitaria bem menos do que alguns pregadores sensacionalistas aceitam.

Dias atrás, ouvi pelo rádio, um pregador a dizer que dar menos de cinco reais é uma ofensa à majestade do rei Jesus. Majestade de quem? Se isto não é sensacionalizar e instrumentalizar a Palavra de Deus, é o quê?

Às vezes, a impressão que fica é que o fiel paga mais pelo espetáculo do que pelo conteúdo…

Acontece que a fé pode, em alguns momentos até ser espetacular, mas está longe de ser espetáculo. Nem tudo o que vem de Deus tem que ser circense, visual ou delicioso de se ver.

Se a palavra “espetáculo” traz embutido o verbo ver, a palavra fé em grego bíblico, pistis, traz consigo o conceito de confiar.

Confiar é não precisar de provas, nem ver, nem tocar, nem sentir, nem ter sensações para crer… Creio no vento, mesmo quando ele não balança as copas das árvores e não sopra no meu rosto. Em algum lugar ele está soprando. Não tem que ser no meu quintal… É assim a graça de Deus.

Não precisa acontecer no meu templo nem comigo para eu crer que ela existe…

Padre Zezinho.
 
FONTE ELETRÔNICA;
http://macabeuscomunidades.blogspot.com.br/2012/12/a-sensacionalizacao-da-fe.html
 

Igrejas usam “deus de brinquedo” para promover o Natal

Igrejas usam “deus de brinquedo” para promover o Natal

DEPOIS FALAM DAS IMAGENS CATÓLICAS

 “Ele chora. Ele faz manha. Ele salva o mundo.” É com este humor honesto, que a ChurchAds deseja lembrar a Grã-Bretanha do verdadeiro significado do Natal deste ano.

Alguns anos atrás, a associação cristã começou a fazer campanha “O Natal começa com Cristo”, usando o bom humor para divulgar seu material em outdoors e abrigos de ônibus.

Este ano a ChurchAds usará a imagem de um boneco de brinquedo simbolizando o menino Jesus, chamado de Godbaby [Deus bebê]. Ela diz que deseja apelar para as gerações mais jovens e colocar Jesus no centro das conversas. Seu objetivo é que o cartaz desperte as pessoas que podem pensar que se trata do “presente de Natal da moda” deste ano. “Nós nos concentramos muito no aspecto material das festas de final de ano e esquecemos o mais importante, que Jesus, o Deus-bebê de verdade, nasceu humano e nunca deve ser transformado em uma mera história para crianças”, disse a organização.

O cartaz aparecerá em outdoors e em igrejas em todo o Reino Unido no período que antecede o Natal. O material foi apresentado esta semana e recebeu o apoio entusiástico de líderes da igreja inglesa.

O bispo de Bradford, Nick Baines, disse: “É mais uma imagem forte e que chama atenção. Vai surpreender alguns e perturbar outros, exatamente o que o verdadeiro Jesus fez e obriga-nos a pensar sobre a realidade humana do ‘Deus entre nós’”.

Mark Greene, diretor executivo do Instituto Londrino de cristianismo contemporâneo disse: “Esse anúncio é brilhante, pois simultaneamente enfrenta duas crenças contemporâneas equivocadas: Jesus não é apenas um bebê de uma fábula, ele é Deus. E seu nascimento não é primariamente uma jogada de marketing para vender brinquedos e presentes. É um momento para lembrar o quão desesperadamente precisamos de Deus e como Deus ama a esse mundo.”

Além do cartaz foi criado um comercial de rádio que conta a história da natividade de um modo inovador. A ChurchAds juntamente com a Jerusalém Productions já reservou espaços publicitários de grandes outdoors em todo o país, e deve transmitir o anúncio de rádio em estações voltadas para o público jovem.

As igrejas interessadas em divulgar a campanha podem se inscrever no site www.christmasstarts.com. Além de poderem fazer o download gratuito do cartaz e do comercial de rádio, há também um pacote de recursos especiais cheios de boas ideias sobre como usar o material para promover seus cultos de Natal.

A ChurchAds lembra ainda que por mais que o Reino Unido veja constantemente os ateus criticando o cristianismo na mídia do país, uma pesquisa recente mostra 85% das pessoas do Reino Unido concordam que “o Natal deveria ser comemorado porque ainda somos um país cristão.” Contudo, apenas 7% dos entrevistados entre 18-24 anos de idade afirmam conhecer a história do Natal.

Traduzido de Christian Today

FONTE ELETRÔNICA;
http://macabeuscomunidades.blogspot.com.br/2012/09/igrejas-usam-deus-de-brinquedo-para.html
 
 
 
 

Protestantes confessam: os Padres da Igreja são, de fato, os pais da Igreja Católica Romana!

É raro encontrar honestidade entre os hereges protestantes, mas este artigo do “Sola Scriptura TT” bem que merecia ser lido e relido por todos os filhos de Lutero que pretendem manter a própria honestidade intelectual acima de compromissos ideológicos que a História já demonstrou fracassados.
O texto é propositalmente longo, mas a sua tese central (demonstrada à profusão de citações) é sucinta: basicamente, estes protestantes confessam que «os “pais de igreja” são de fato os pais da Igreja Católica Romana». Ou, de modo mais extenso:
Todos os “pais de igreja” foram infetados com alguma falsa doutrina, e a maioria deles foi seriamente infectada. Até mesmo os denominados pais apostólicos do segundo século estavam ensinando o falso evangelho que o batismo, o celibato, e o martírio proveriam perdão de pecados (Howard Vos, Exploring Church History, pág. 12). E, a respeito dos “pais” posteriores, — Clemente, Orígenes, Cirilo, Jerônimo, Ambrósio, Agostinho, Teodoro, e João Crisóstomo — o mesmo historiador admite: “Nas suas vidas e ensinos, achamos a semente de quase tudo aquilo que surgiu depois. Em forma de semente aparecem os dogmas do purgatório, transubstanciação, mediação sacerdotal, regeneração batismal, e o inteiro sistema sacramental” (Vos, pág. 25).
Se por um lado é um alívio encontrar protestantes assumindo aquilo que nós católicos sempre dissemos (i.e., que a Igreja é e foi desde sempre Católica no mesmo sentido que o termo tem hoje em dia), por outro causa desconcerto a cegueira espiritual à qual podem ser levados os homens quando abandonam a Fé. A contradição chega a ser inacreditável: mesmo admitindo que o Cristianismo historicamente sempre foi aquilo que hoje em dia é pregado pela Igreja Católica, os hereges insistem em continuar protestantes!
O texto divide os Padres da Igreja em quatro grupos: pais apostólicos, ante-nicenos, nicenos e pós-nicenos. E não poupa a nenhum deles das acusações de “heresia” que, hoje em dia, os seguidores de Lutero gostam de vomitar sobre os que guardamos íntegra a Fé que recebemos dos Apóstolos. O texto não poupa sequer Santo Inácio de Antioquia! Ora, Santo Inácio é do primeiro século, foi discípulo de São João. Se nem no primeiro século havia Cristianismo nos moldes em que pregam atualmente os protestantes, cabe perguntar: e quando foi, então, que existiu Cristianismo sobre a terra? Se o registro histórico do Cristianismo dos primeiros séculos apresenta-O com as mesmas características que, hoje, encontram-se na Igreja Católica, que outra conclusão se pode tirar deste fato a não ser que o Catolicismo é, de fato, a fiel expressão histórica do Cristianismo? Se um herege encontra a Igreja Primitiva exuberantemente ensinando toda a Doutrina Católica que ele aprendeu a chamar de “heresia”, como não se perguntar se isto que lhe ensinaram ser “heresia” não é, na verdade, historicamente demonstrado, a mais legítima e pura expressão da Doutrina Cristã?
Para fugir a estas incômodas conclusões, os protestantes do referido site refugiam-se em um fideísmo francamente ridículo. Afirmam, sem o menor suporte racional para semelhante alegação, que a Igreja Católica destruiu todos os escritos dos primeiros cristãos (!) que continham a doutrina protestante. E, mesmo sem possuir nenhum indício desta pretensão absurda e irracional, não coram de vergonha ao afirmar o seguinte: «Isto não prova que a maioria das igrejas teve então a doutrina católica romana. Somente prova que esses escritos simpatizantes para com Roma foram permitidos sobreviver». A pergunta evidente a se fazer aqui seria, simplesmente, como é possível que os livros da Bíblia (que, segundo os protestantes, condenam as doutrinas católicas) tenham conseguido sobreviver a esta extraordinária reescrita da História do Cristianismo que a Igreja foi capaz de realizar?
Ora, se a Bíblia condena a Doutrina Católica, não teria sido fácil à Igreja (que «esteve no poder por um inteiro milênio», cuja «Inquisição alcançou os cantos mais distantes de Europa e além» e que «fez tudo em seu poder para destruir os escritos daqueles que divergiam dela», como diz o artigo protestante) convenientemente apagar estes livros (ou as passagens destes livros) que A condenavam? Isto, no entanto, não foi feito. E, contraditoriamente, os protestantes seguem a Bíblia da Igreja ao mesmo tempo em que afirmam que Ela destruiu todos os escritos dos primeiros cristãos que combatiam o catolicismo então existente. Isto faz sentido para alguém?
Digno de nota também é o final do texto: lá, é feito um “alerta” a respeito do “poder dos Pais da Igreja em levar a Roma” (!), e são citados exemplos de convertidos famosos como o Beato John Newman e o Scott Hahn. Ora, ao invés de admitir o acerto desses ex-protestantes que preferiram abjurar de suas falsas crenças ao serem confrontados com as evidências de que a Igreja dos primeiros séculos era tão Católica Romana quanto a que hoje é guiada pelo Papa Bento XVI, os autores deste texto preferem “alertar” os seus leitores para que tomem “cuidado” com os textos dos Primeiros Cristãos! Ou seja, a tese deles é que os cristãos de literalmente todos os séculos são hereges: os únicos detentores do verdadeiro Cristianismo são os protestantes, e se falta suporte histórico para semelhante pretensão é justamente porque a Igreja – que sempre existiu – cuidou de varrer da história tudo que A podia desmascarar. Com este tipo de “lógica” não é possível debater.
Mas é bom divulgar textos assim para que os protestantes de boa fé possam, quiçá, com a graça de Deus, libertar-se das garras de Satanás e voltar ao seio da Igreja Católica, única e verdadeira Igreja de Cristo. Afinal, diante de tudo isso, talvez alguns protestantes de hoje (à semelhança de tantos outros) possam se libertar da sua heresia. Talvez a Virgem Santíssima os auxilie e eles, iluminados pelo Espírito Santo, ao perceberem que os primeiros cristãos eram católicos romanos, possam tirar a conclusão mais lógica: não que os primeiros cristãos eram hereges, mas sim que é impossível negar que o catolicismo romano seja, na verdade, o verdadeiro cristianismo.
 

BARUC É APÓCRIFO

Segundo os ensinos dos protestantes, que arrancaram o livro de BARUQUE da biblia original, segundo a mentalidade dos mesmos, segundo os mesmos por não ser inspirado por Deus, mas segundo a biblia deles BARUQUE escreve um livro inspirado pela boca de Deus, será que os protestante realmente leem a biblia?
VEJA COM SEUS OLHOS COMO ELES NÃO LEEM A BIBLIA:
EDIÇÃO PROTESTANTE:
Então Jeremias chamou a Baruque, filho de Nerias; e escreveu Baruque da boca de Jeremias no rolo de um livro todas as palavras do SENHOR, que ele lhe tinha falado.
Jeremias 36:4
EDIÇÃO CATOLICA:
Mandou então Jeremias que viesse Baruc, filho de Néria, o qual, sob ditado do profeta, escreveu em um rolo todos os oráculos que recebera do Senhor.
E agora?!
Meu pastor disse que é apócrifo!!!!
“Ó Calvino! Ó Lutero! Como ousais vós riscar, trancar e mutilar tantas nobres partes do texto sagrado da Bíblia?
Tirastes Baruc, Tobias, Judite, o Eclesiástico, a Sabedoria e os Macabeus. Por que alterastes dessa forma a Sagrada Escritura? Confessai francamente que só o fizestes para contradizer a Igreja…
Incomoda -vos Macabeus por neles verdes afirmada a intercessão dos santos e a oração pelos
defuntos; o Eclesiástico porque atesta o livre arbítrio e a honra devida às relíquias dos santos. Antes de inclinar a vossa fronte para venerar as escrituras violastes a integridade dela para acomodá-la aos vossos erros e às vossas paixões. Suprimistes a santa palavra para que ela não refreasse as vossas fantasias. Como vos justificareis deste sacrilégio diante de Deus?” (São Francisco de Sales)
 
FONTE ELETRÔNICA;
 

Conversão

 

Por Bento XVI

"Converter-se significa: reconsiderar, pôr em questão o próprio modo de viver e o comum; deixar entrar Deus nos critérios da própria vida; não julgar simplesmente de acordo com as opiniões correntes. Converter-se significa por conseguinte: não viver como vivem todos, não fazer como fazem todos, não sentir-se justificados em acções duvidosas, ambíguas, perversas simplesmente porque há quem o faça; começar a ver a própria vida com os olhos de Deus, portanto procurar o bem, mesmo se não é agradável; não apostar no juízo da maioria, mas no juízo de Deus - por outras palavras: procurar um novo estilo de vida, uma vida nova. Tudo isto não implica um moralismo; a limitação do cristianismo à moralidade perde de vista a essência da mensagem de Cristo: o dom de uma nova amizade, o dom da comunhão com Jesus e por conseguinte com Deus.

Quem se converte a Cristo não pretende criar uma autonomia moral própria, não pretende construir com as próprias forças a sua bondade. "Conversão" (Metanoia) significa precisamente o contrário: abandonar a auto-suficiência, descobrir e aceitar a própria indigência, indigência dos outros e do Outro, do seu perdão, da sua amizade. A vida não convertida é autojustificação (não sou pior do que os outros); a conversão é a humildade de se confiar ao amor do Outro, amor que se torna medida e critério da minha própria vida"

Fonte:
http://razoavelcrer.blogspot.com.br/2012/06/conversao.html

O que fazer com o Império?

Por George Suffert

Qual é a situação da Igreja nessa época indecisa que se segue às mortes de Pedro e de Paulo e sobretudo à derrota dos judeus?

A Igreja deve enfrentar três problemas distintos:

Primeiro, precisar seu pensamento, preparar sua pregação. Mas esra logo vai esbarrar com a primeira semi-heresia, filha conjunta do judaísmo e do cristianismo: a "gnose". Ela será uma heresia resistente porque, sob outras formas, o gnosticismo existe até hoje.

Depois, a Igreja deverá assimilar as múltiplas influências intelectuais que pesarão sobre ela. Para começar, o cristianismo, nascido aramaico-hebraico, se tornará grego. Sem essa metamorfose, talvez tivesse sido impossível o discurso cristão penetrar no mundo "civilizado" de então.

E depois a Igreja deverá ouvir os discurso de outras tradições religiosas. A Pérsia, entre outras, difundirá sua religião. As comunidades judaicas e cristãs das origens levarão isso em conta sem sequer terem consciência do peso da religião de Zaratustra. Os essênios, por sua vez, conheceram essa religião. Até o Evangelho de João tem, aqui e ali, marcas da oposição radical entre a luz e as trevas
a luz e as trevas.

Finalmente, a Igreja deverá inventar comportamentos em relação ao Império; não poderá recusá-lo, nem aceitá-lo como está. Decerto, a preocupação dos cristãos não é afrontar o imperador.

Mas, à medida que aumenta a importância das comunidades cristãs, as autoridades romanas começam a ficar de olho nessa seita judaica de um tipo diferente. Roma experimentará sucessivamente diversas políticas - uma a uma, elas fracassarão.

O núcleo cristão foge aliás às classificações da polícia: não pertence nem ao universo político nem ao das religiões clássicas. Nessa época, ele não é confundido verdadeiramente com o dos judeus. Em resumo, as autoridades romanas hesitam entre a repressão e a tolerância.

As perseguições - que foram menos numerosas do que a história lendária afirma não terão muito efeito na rápida progressão do cristianismo. Se foram relativamente poucas, foram violentas e em geral cruéis.

Eis algumas das perguntas que os bispos da época se fazem. Porém, eles estão geograficamente afastados uns dos outros. Comunicam-se apenas por carta, às vezes por mensageiros. É demorado. Pois que cada comunidade tenta superar os obstáculos particulares que encontra. Por isso, pode-se dizer que há três zonas distintas de influência cristã: a Igreja de Roma, a da Asia e a da Africa. O novo centro que se constitui lentamente em Roma deverá reunir as peças desse quebra-cabeça dispersado. O que exigirá Tempo

No fundo, as heresias - que pululam durante todo o século II e o III - são conseqüência ao mesmo tempo desse desaparecimento e da fragilidade teológica desse primeiro cristianismo. Será necessário esperar os verdadeiros encontros entre a Revelação de um lado e o pensamento grego de outro para que o conjunto tome forma.

O caso das seitas gnósticas é exemplar. A gnose é, no início, um meio de reconciliar, após o fracasso da insurreição, os temas cristãos, a tradição judaica e a razão grega. É a aparição do sincretismo que deseja casar os temas judaico-cristãos com os das escolas filosóficas da época .

A gnose nasce às margens do judaísmo ortodoxo; o que conta para judeus é a iminência do fim dos tempos. Para eles, o mundo viveu bastante e o apocalipse é dissimulado no canto do calendário. Essa época é perspassada por essa obsessão, à qual os cristãos são tão sensíveis quanto os outros. Eles aguardam para a breve a volta do Messias e a virada da história.

Alguns judeus-cristãos agravarão essa angústia. Para eles, jogou-se tudo.

Aliás,"Jesus é Cristo - isto é, uma pessoa que foi dirigida e abençoada Deus -, mas é sobretudo um homem como os outros".

Este é um que encontraremos até a passagem do século V ao VI. Se preferimos, Jesus é o profeta anunciado por Moisés, foi escolhido por Deus , mas não é seu filho

Embora possamos localizar e datar o nascimento daquilo que nem chega a ser uma heresia - os gnósticos não pertencem verdadeiramente à cepa cristã -, foi em Péla que tudo teria começado; cristãos, talvez os essênios, é que foram para lá com a comunidade de Jerusalém para escapar da cilada da guerra.

Eles professam que existem dois princípios que animam o universo: O bem e o Mal. Mas acham que o mal é parte integrante da criacão do universo.

Fonte: Tu es Pedro
 
FONTE ELETRÔNICA;